Sampaio goleia e faz a festa na reinauguração do Castelão
SÃO LUÍS – Oito anos de silêncio, compensados com uma partida histórica para o futebol maranhense. Na reinauguração do estádio Castelão, na noite desta quarta-feira (12), o Sampaio Corrêa goleou o Vilhena (RO) por 4 a 1 e fez a festa de quarenta mil torcedores presentes ao maior estádio do Maranhão, que comemoraram a classificação do Tricolor para as quartas de final do Campeonato Brasileiro Série D.
Os gols tricolores foram marcados por Pimentinha (2), Cleitinho e Zé Paulo, enquanto Cabixi fez o gol de honra dos rondonienses.
Na próxima fase da competição, o Sampaio enfrentará um velho conhecido: o Mixto (MT), oponente derrotado duas vezes pelo Tricolor na primeira fase: 3 a 1 em Cuiabá e 1 a 0 em São Luís. O vencedor do confronto garante, além da vaga para a fase semifinal, o acesso para a Série C em 2013.
Vilhena não se intimida e abre o placar
Diante das quarenta mil vozes do Castelão, não poderia ser diferente: o Sampaio começou a partida indo ao ataque, e logo com cinquenta segundos o lateral Deca cruza na área, sem ninguém para desviar para as redes, mas foi o suficiente para a torcida tricolor começar a cantar e a incentivar o time. A primeira grande chance veio aos cinco minutos, com Cleitinho furando o chute após cruzamento de Eloir.
A blitz tricolor no ataque continuou, principalmente com chutes de fora da área. Arlindo Maracanã e Eloir tentaram aos 11 e 14 minutos, respectivamente, mas sem sucesso. Mas a torcida voltou a se empolgar após grande oportunidade perdida por Júnior Chicão: aos 19 minutos, o centroavante recebeu lançamento de Pimentinha pela direita e cabeceou forte, mas Dida fez grande defesa. Na sobra, Arlindo Maracanã ainda arriscou, mas Dida novamente defendeu.
Com a pressão do time e a torcida apoiando, o gol do Sampaio era questão de tempo. Entretanto, o Vilhena, tímido na partida, mostrou seu fator surpresa em uma falha da defesa tricolor: aos 23 minutos, o zagueiro Carlinhos Rech tentou recuar uma bola de cabeça para Rodrigo Ramos, mas o toque foi fraco. O atacante Cabixi, que estava próximo do lance, se adiantou ao recuo e tocou a bola por cima do goleiro do Sampaio, marcando o primeiro gol oficial no novo Castelão e silenciando por instantes a multidão presente no estádio.
E foi a mesma torcida, calada após o gol, que voltou a mostrar força e a empurrar o Sampaio novamente no jogo. Com a equipe sentindo o gol, o Sampaio passou a chutar mais de fora da área, buscando rapidamente o empate. A melhor chance foi de Eloir, aos 33 minutos, que exigiu uma boa defesa de Dida. Mas o nervosismo atrapalhou a todos, e o Tricolor foi para o intervalo com a desvantagem no placar.
Pimentinha brilha, Tricolor vira e torcida faz a festa
O início da segunda etapa no Castelão foi idêntico ao começo de jogo: pressão do Sampaio e apoio da torcida. Entretanto, o sofrimento da torcida com o resultado adverso e a falta de gols acabou logo aos três minutos, Cleitinho, apagado na primeira etapa, recebeu bola de Júnior Chicão na área e chutou forte, para marcar o primeiro gol tricolor na volta do Castelão, fazendo a festa do público presente ao estádio.
Com tranquilidade, apoio da torcida e o placar favorável novamente, o Sampaio continuou pressionando. Aos quatro minutos, após cruzamento na área, o zagueiro Mário Paiva quase marcou contra, com a bola batendo na trave.
Aos cinco minutos, a virada no placar: Pimentinha, destaque tricolor na primeira etapa, recebeu a bola, entrou na área e bateu firme, para o fundo das redes. A torcida, que já não parava de cantar no Castelão, continuou tendo motivos para celebrar, e quase celebrou logo em seguida, mas Dida defendeu um chute violento de Cleitinho e evitou o terceiro gol em apenas seis minutos.
Com o 2 a 1 no placar, o Vilhena pouco fazia para se aproximar de um gol que lhe levaria a uma disputa de pênaltis. O máximo que conseguiu nos primeiros minutos foi um escanteio. O Sampaio, por outro lado, permanecia martelando os visitantes atrás de um gol para definir a partida e a classificação. Júnior Chicão, substituto do suspenso Célio Codó, perdeu três boas chances de ampliar o placar, sendo a melhor aos 18 minutos, quando chutou na trave. Sem conseguir deixar o seu gol no jogo, Júnior Chicão deu lugar a Wescley, que teve duas boas chances em apenas quatro minutos, mas esbarrou no goleiro Dida.
Se por um lado os centroavantes não conseguiam marcar gols, Pimentinha dava um show a parte para os quarenta mil torcedores presentes. Com dribles desconcertantes, arrancadas e cruzamentos, o meia-atacante não decepcionou. Aos 30 minutos, Pimentinha levantou a torcida driblando dois zagueiros e finalizando nas mãos de Dida. Com 35 minutos, nova jogada de Pimentinha, que se livrou da falta, correu para o ataque e deixou Wescley em boas condições, mas o atacante perdeu a chance, chutando para fora.
Pressionando em busca do gol, os esforços de Pimentinha e do Sampaio foram premiados. Aos 37 minutos, em um contra-ataque, o atacante invadiu a área e chutou no ângulo de Dida para fazer o terceiro gol do Tubarão, para alívio da torcida, que comemorava a certeza da classificação e celebrava o nome do jogo, gritando seu nome.
Placar definido, o show foi do campo para a arquibancada. Com gritos de “olé” e “vamos subir, Paio”, a torcida no Castelão comemorou bastante a vitória tricolor. E ainda sobrou tempo para Zé Paulo, que havia acabado de entrar, fazer o quarto gol para o Sampaio. Festa inesquecível para todos os presentes no gigante do Outeiro da Cruz, que acordou de seu longo sono de oito anos com noventa minutos históricos.
FICHA
SAMPAIO CORRÊA: Rodrigo Ramos; Roniery, Mimica, Carlinhos Rech e Deca; Robson Simplício, Arlindo Maracanã, Eloir (Dudu) e Cleitinho (Zé Paulo); Pimentinha e Junior Chicão (Wescley). T: Flávio Araújo
VILHENA: Dida; Maicon Paulista, Mário Paiva, Alex e Guajará (Casagrande); Diego Corbari, Felipe Sorbara, Cucaú (Torres) e Edilsinho; Diego Siqueira (Adriano Soares) e Cabixi. T: Éder Taques






